Opinião

Um partido de pessoas normais

Um partido de pessoas normais

O Partido Socialista é, neste momento, o partido do Governo, que apoia com a confiança de estar a protagonizar a mudança de políticas a que os portugueses aspiravam, através de uma solução inovadora e histórica, que rompeu com velhos e anacrónicos arcos de governação.

No primeiro fim de semana de junho, o PS vai realizar o seu 21.º Congresso. Um momento que queremos que vá muito para além da liturgia oficial a que nenhum partido consegue fugir, constituindo também ocasião para a afirmação de um partido aberto a todos os cidadãos, dialogante com todos os movimentos sociais, capaz de um pensamento próprio e de ousar nas ideias e na prática. Um partido atento aos militantes, mas também à sociedade em que se insere. No PS pode e deve discutir-se tudo e a diferença de opiniões deve ser respeitada e até valorizada, através da participação livre de militantes, de simpatizantes e de independentes.

Neste caminho para o 21.º Congresso, estamos a dar esse sinal, com a realização de vários encontros sobre temas da maior atualidade e que cruzam a nossa sociedade, com a presença de personalidades das mais diferentes origens, a maior parte dela exterior ao PS. Continuaremos a fazê-lo depois do Congresso. Esta é uma relação que deve ter dois sentidos e é por isso que defendemos que os socialistas também devem ter uma participação crescente nos sindicatos e nos mais variados movimentos sociais, sem que isso signifique qualquer tipo de controleirismo por quem quer que seja.

A realização das eleições primárias de 2014 constituiu um passo histórico no sentido da abertura do sistema partidário português, demonstrando, aliás, que esse é um caminho viável para mobilizar os portugueses em torno dos partidos, quando estes são capazes de protagonizar causas e de se abrir à sociedade. Esse é um caminho que vale a pena ser aprofundado, repensando e alterando efetivamente as formas tradicionais de vinculação partidária. O PS é um partido de cidadãos e que se deve reforçar com a participação de cidadãos não políticos.

Queremos, enfim, um PS que seja cada vez mais um partido de pessoas normais, de cidadãos atentos e empenhados nas diversas causas da sociedade. Esse é o contributo que nos compete dar para uma sociedade mais coesa e para uma democracia mais forte.

SECRETÁRIA-GERAL-ADJUNTA DO PARTIDO SOCIALISTA

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