Opinião

Uma questão de equidade territorial

Uma questão de equidade territorial

As instituições de Ensino Superior são comprovadamente promotoras de desenvolvimento regional e coesão territorial.

Para uma região, dispor de população qualificada e empresas capacitadas significa mais cidadania, mais conhecimento, mais cultura, mais investimento, mais criação de valor, mais competitividade... Enfim, há uma série de indicadores de desenvolvimento humano e de progresso socioeconómico que é amplamente favorecida pelas atividades de formação, investigação e inovação de universidades e politécnicos.

Neste sentido, é do interesse do país que as verbas europeias dos futuros programas regionais sirvam para financiar projetos de I&D de universidades e politécnicos, como acontece no Portugal 2020. A descentralização dos fundos do próximo quadro comunitário de apoio afigura-se fundamental para, por um lado, amenizar o subfinanciamento em que se encontram universidades e politécnicos e, por outro, capacitar as instituições de modo a que possam reforçar a coesão territorial a partir do potencial humano, da ciência, da tecnologia e da inovação.

Foi, pois, com satisfação que escutámos o primeiro-ministro António Costa defender publicamente uma nova descentralização das verbas dos programas regionais destinadas à I&D. Mas não chega. Queremos que os fundos europeus para as regiões financiem a própria modernização das universidades e politécnicos ao nível humano, infraestrutural e tecnológico.

Com instituições de Ensino Superior mais fortes naquilo que é a sua estrutura orgânica, o país fica mais bem preparado para mitigar as disparidades regionais e a débil coesão territorial que o caracterizam. Sobretudo num contexto de competição global cada vez mais centrada nas regiões e tendo como fator crítico o conhecimento.

Reitor da Universidade do Porto