Opinião

Jovens certezas

No ano em que o desporto se libertou da pandemia, a época ficou marcada pelo aumento gradual das pessoas nos estádios mas também pela consolidação do Braga enquanto quarta maior força desportiva nacional. Apesar de ter sido anunciada como uma época de transição, a verdade é que o trabalho de Carlos Carvalhal e a eficácia de Ricardo Horta acabaram por trazer muitas alegrias aos bracarenses.

Na Europa, o Braga teve um desempenho exemplar, sendo eliminado de forma injusta pelo Rangers. Na Liga, conquistou o quarto lugar, garantiu mais uma presença na Liga Europa e ainda conseguiu vencer os três primeiros classificados. O Braga foi mesmo o único clube a derrotar o campeão no campeonato.

Mas o melhor resultado da época é a valorização de uma mão-cheia de jovens promessas que receberam formação na nossa Cidade Desportiva. O lançamento destes jovens representa um importante legado para o futuro, tanto do ponto de vista desportivo como financeiro.

Mas não foi só uma época que terminou. Com a saída de Carlos Carvalhal e a chegada de Artur Jorge fecha-se também um ciclo de dois anos em que o clube cumpriu no campeonato, garantiu uma excelente prestação europeia e ainda conquistou uma Taça de Portugal (a terceira do seu palmarés). Carvalhal sai num momento em que os adeptos estavam convencidos da qualidade do seu trabalho e, também por isso, a fasquia começa alta na próxima época.

Ricardo Horta e David Carmo foram finalmente convocados para a seleção. A convocatória é justa mas acontece demasiado tarde. No caso de Ricardo Horta, parece mesmo que o selecionador só se apercebeu da sua existência quando o viu na lista de desejos de outros clubes.

A imagem do setor do Tondela praticamente vazio no Jamor é um sintoma do estado em que se encontra o futebol português. Até quando permitiremos que este seja um negócio totalmente controlado por três?

Adepto do Braga

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