Opinião

Nenhuma arma é eficaz sozinha

Nenhuma arma é eficaz sozinha

Esta fase da pandemia é crítica, porque nos coloca numa posição de grande vulnerabilidade. Estamos com níveis reduzidos de incidência (na lista dos valores mais baixos a nível europeu), estamos cansados e valorizamos sobretudo os efeitos económicos e sociais da covid-19. Longe vão os dias das filas de ambulâncias ou dos internamentos abarrotados.

A vulnerabilidade é precisamente essa: a de nos esquecermos demasiado rápido. Há três mensagens que não devemos descurar:

1. Não temos uma arma 100% eficaz contra o vírus SARS-CoV-2. É preciso socorrer-nos de todas as que temos ao nosso dispor. Nenhuma é perfeita, mas todas, em combinação, conferem-nos a proteção necessária - distância social, máscara, ventilação dos espaços fechados, testagem fácil e alargada, rastreio de contactos e implementação das medidas de saúde pública. A vacinação vem-nos trazer mais uma arma que deve ser usada em complementaridade com as outras, que não devem nunca ser esquecidas.

2. Devemos reduzir as medidas restritivas de forma segura. A pressa pode ser uma inimiga perigosa. É preferível dar passos mais pequenos, assegurados pelos dados epidemiológicos, garantindo-nos a segurança necessária. Esses passos pequenos poderão abrir caminho para prosseguir para diante, não nos obrigando a avançar e recuar perante um aumento dos casos.

3. As medidas devem ser proporcionais ao risco - a própria perceção do risco pela população vai ter influência na fadiga pandémica e na adesão aos comportamentos de proteção.

Passo a passo, com segurança e utilizando todas as armas que temos atualmente ao nosso alcance, poderemos controlar a pandemia e reduzir os seus impactos sociais e económicos.

Pneumologista

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