Opinião

Nove finais

Foi um Braga sem chama que entrou em campo diante da B SAD. O golo de Gaitán disfarçou a falta de garra e de inspiração da equipa bracarense, que vive um dos piores momentos desportivos da época.

Uma vitória nos últimos quatro jogos é um saldo sofrível para as ambições do clube em ano de centenário e num momento em que as três vagas de acesso à Liga dos Campeões continuam em aberto.

Carlos Carvalhal salientou que a equipa bracarense produziu mais que o adversário e teve onze oportunidades de golo. Mas a verdade é que só uma bola entrou. E, em futebol, quem não marca acaba por sofrer... É normal que o rendimento das equipas possa variar ao longo da época, mas é necessário afinar a estratégia para recuperar a garra que permitiu alcançar tão bons resultados numa fase bem mais exigente do ponto de vista do calendário desportivo.

Se havia partida em que os adeptos poderiam ter feito muita diferença nas bancadas do Estádio Municipal de Braga, esse jogo aconteceu no domingo. Num jogo de baixa intensidade como este, estou certo que seriam os adeptos do Braga a empurrar a equipa para a frente, forçando os nossos jogadores a um futebol mais direto e consequente.

Que a esperança de podermos regressar às bancadas ainda nesta época seja o estímulo que os jogadores precisam para encarar os próximos nove desafios como verdadeiras finais. Em ano de centenário, chegar ao pódio e conquistar a Taça de Portugal seria um prémio justo para o Braga e uma oportunidade de fortalecimento para o futebol nacional.

Em cima

O Famalicão de Ivo Vieira está a fazer uma recuperação notável. Depois de empatar com o Braga, voltou a ganhar pontos a um dos quatro primeiros com um empate em Alvalade.

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Em baixo

A arbitragem é tema sempre que os três clubes mais favorecidos perdem pontos. Precisamos de treinadores que contribuam para o espetáculo e reconheçam os méritos do trabalho dos outros em vez de se atirarem à arbitragem sem qualquer razão.

Adepto do Braga

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