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Opinião

O Catar e a vida

O Campeonato do Mundo de Futebol mobiliza todas as atenções dos portugueses e dos cidadãos do Mundo, tendo a FIFA escolhido para organizar o Mundial 2022, há mais de 10 anos, o Catar.

Este é o tempo de dar todo o espaço à esperança de cada um de ser campeão e de lembrar a todos que não faz qualquer sentido estar a criticar o Estado e o regime político do Catar, num tempo em que não podemos fazer esquecer a escolha e os problemas que temos em Portugal, na Europa e no Mundo, de coesão territorial, de coesão social, de garantia de viver o permanente cumprimento dos direitos humanos.

A política e a diplomacia entre estados tem de saber gerir esta matéria, ficando com um estatuto ridículo as afirmações de governantes que destilam contra um regime que ganhou há mais de 10 anos o direito de receber o relevante mundo do futebol, organizando um campeonato do Mundo.

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A festa do futebol está sediada no Catar e não faz qualquer sentido ver futebolistas armados em políticos, ou os dirigentes de federações nacionais de futebol armados em gente agressiva contra o país que lutou para estar presente a disputar o título de melhor do Mundo, ou políticos a transformar o relvado em palco de discursos que sem a bola não conseguiam ter audiência. Viva a vida. Viva o futebol. Viva o direito de protestar em tempo útil e com utilidade, e não alimentar protestos ridículos, com palavras ou braçadeiras, fora de tempo e de lógica, que apenas servem para produzir notícia menor para o nosso pequeno Mundo.

Como bem disse o primeiro-ministro, "vamos ao Catar apoiar a seleção nacional e não apoiar o regime".

O que precisamos de repetir, de dizer e de ouvir ao presidente da República, ao Governo, e aos responsáveis pela governação do país, e aos portugueses, é um compromissos de luta por mais e melhor.

Repito: o país tem de trabalhar mais, produzir mais e elevar a sua produtividade, passar menos atestados médicos, aumentar a riqueza que gere, ter mais investimento público e privado, reduzir a burocracia castradora do crescimento e da eficaz utilização dos fundos comunitários, reduzir a carga de impostos sobre o rendimento do trabalho dos indivíduos e das empresas, reduzir a carga de impostos sobre o consumo de bens essenciais e da energia, aliviando os cidadãos e estimulando o investimento e o consumo.

Repito e enfatizo: viva Portugal. Cuidemos dos portugueses. Tenhamos coragem e bom senso para deixar as lutas palacianas da politiquice e para dar todo o espaço às decisões que interessam, determinadas pela inteligência e pelo bom senso, para que tenhamos mais desenvolvimento e melhor qualidade de vida para todos.

Viva a seleção nacional de futebol. Viva Portugal. Vivam os portugueses.

*Presidente da Câmara de Aveiro

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