Opinião

Porto, a nossa cidade

À falta de razões para atacar Rui Moreira, houve quem fizesse o possível quando os argumentos falham: calúnias no Facebook, queixa anónima na Justiça e, por fim, plantação de uma notícia.

Tudo isto se tornou normal mas o que corre mal não é a Justiça: é a classe política, cada vez mais incapaz de fazer oposição e mais longe dos cidadãos e da cidadania. Como neste último capítulo em que o BE vem, pasme-se, clamar os "interesses imobiliários", tão bem defendidos pela sua ex-estrela-cadente Ricardo Robles.

Este método não afeta apenas políticos sérios. Afeta a qualidade da democracia. E é isso que nós, cidadãos livres, não podemos deixar de denunciar: quem optou por ter participação cívica à margem dos partidos não pode ser condicionado nem limitado nos seus direitos constitucionais.

Enquanto presidente de uma associação cívica, não aceito que seja sequer insinuado que um dos nossos associados tenha de estar limitado nas suas liberdades. A nossa associação não concorreu nem concorre a eleições.

Mas ainda que assim fosse, a sugestão de que quem nela participa não pode, jamais, ter vida profissional no Município é uma tentativa inaceitável de condicionamento que só quer garantir o status quo e, pela via da mentira e calúnia, intimidar e afastar quem se envolve no Porto, e fazer perdurar a "qualidade" destes protagonistas políticos e os atuais jogos e alianças partidárias pseudo-ocultas, que trouxeram o país até aqui.

Termino com um apelo aos portuenses que saiam da zona de conforto e se envolvam, com a nossa associação ou outra qualquer instituição da cidade, e participem de forma cívica na construção de uma cidade ainda melhor. Não se deixem intimidar, não se afastem nem se excluam. Isso é o que pretendem que façamos.

* PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO CÍVICA PORTO, O NOSSO MOVIMENTO

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