Opinião

Quem perde com o chumbo do OE 2022?

Quem perde com o chumbo do OE 2022?

O chumbo da proposta de Orçamento do Estado para 2022 tem implicações negativas na vida das famílias e das empresas. Quem perde?

Perdem os pensionistas, que se verão impedidos de uma atualização extraordinária das pensões. Perdem as famílias, impedidas de receber os novos apoios sociais. Perde o SNS, dada a impossibilidade de garantir o reforço das transferências financeiras em 700 milhões de euros. A classe média, que iria beneficiar de dois novos escalões de IRS, com um alívio fiscal avaliado em 235 milhões de euros. As empresas, com a eliminação do Pagamento Especial por Conta e os apoios fiscais ao investimento de 100 milhões de euros.

O chumbo do Orçamento do Estado é da inteira responsabilidade dos partidos da direita e da esquerda que votaram contra. O governo apresentou um orçamento que respondia às necessidades do país e das pessoas, mantendo, uma vez mais, as contas certas. Na primeira legislatura, contando com o apoio da esquerda parlamentar, o governo seguiu uma política de devolução de rendimentos aliada à responsabilidade orçamental e salvou o país das políticas de direita da sobre austeridade. Nestes últimos dois anos, o governo demonstrou estar ao lado dos portugueses. Fazendo face a circunstâncias imprevistas e dificílimas, o governo controlou a pandemia, apostou no SNS, protegeu o emprego, os rendimentos e as empresas. Chegamos ao final do ano de 2021 com um crescimento de 4,2% do PIB, colocando Portugal como o terceiro país com maior crescimento da zona Euro, e a taxa de desemprego mais baixa dos últimos 20 anos.

O Governo e o PS fizeram tudo o que estava ao seu alcance para evitar esta crise política. Mas, os portugueses sabem que só há uma força política capaz de promover, simultaneamente, a modernização, o progresso e a justiça social.

*Secretário-geral-adjunto do PS

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