O Jogo ao Vivo

Bancada JN

Um dérbi nulo

Os dérbis do Minho são sempre jogos muito emocionantes em que o resultado é uma incógnita independentemente do lugar que cada um ocupa na Liga. O jogo de domingo mostrou-nos duas equipas com objetivos muito distintos - uma que jogou para ganhar a todo o custo e outra que, como já tinha assumido Pepa na antevisão, veio para segurar o jogo e surpreender o adversário no erro.

Na verdade, os dois treinadores souberam fazer o seu trabalho, proporcionando aos adeptos um jogo excessivamente tático, mas muito disputado. Perante um adversário que se fechou na muralha bem construída do seu belo castelo faltou engenho (e sorte) aos Guerreiros do Minho para desfazer o nulo que persistiu até ao final. Se é certo que o Braga se pode queixar do infortúnio de duas bolas que bateram no ferro, de uma mão-cheia de oportunidades perdidas e da complacência com que o árbitro permitiu o reiterado antijogo do guarda-redes vimaranense, há que admitir que o V. Guimarães poderia ter surpreendido em mais do que uma ocasião.

Tem razão Carlos Carvalhal quando diz que o Braga merecia ganhar. Foi um jogo sem golos, coisa que não acontecia em Braga há 99 jornadas consecutivas, o que castiga muito mais os anfitriões do que os visitantes. A festa que fizeram no final demonstra bem quem teve razões para sorrir com este resultado.

É assim o futebol. Rivalidade à parte, continuamos juntos na defesa de uma região mais forte no panorama nacional para que as duas equipas continuem a garantir dérbis emocionantes e disputados com respeito mútuo tanto em campo como nas bancadas.

A subir A festa nas bancadas durante os 90 minutos foi total. O comportamento dos adeptos merece uma ovação tão ruidosa como os protestos conjuntos contra o "cartão do adepto".

A descer A complacência da arbitragem com o antijogo. Quando é que a Liga dá instruções para sancionarem os comportamentos antiespetáculo?

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*Adepto do Braga

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