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Valores

Uma recente reportagem televisiva levou os arautos da moral a saírem em uníssono para criticar as forças de segurança. Afirmaram, sem sequer confirmarem a veracidade de tudo que é dito ou, tão-pouco, acautelarem o direito ao contraditório às pessoas expostas e, muito menos, sem perderem tempo para perceber que 1,45% (e não desprezamos o valor, porque continuam a ser muitos) nunca pode ser considerado uma verdadeira amostra e, portanto, um problema estrutural.

Quando se trata de criticar as forças de segurança, todos os valores morais, éticos, de respeito pelos direitos humanos são imprescindíveis. E ainda bem......

Mas se atos semelhantes forem praticados por outras polícias, outras entidades ou outros estados "mais fortes", então, aí, suspendem-se os valores!

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Afinal, o jogo não pára e temos, por aí, um campeonato mundial!

Que valores são estes onde procuram remeter as forças de segurança para uma subespécie de cidadãos que podem ser ostracizados, destratados e abandonados pelo Estado? As mesmas que protegem e garantem o seu funcionamento, bem como o das escolas, hospitais, tribunais, repartições públicas, mas igualmente os serviços privados e, acima de tudo, a liberdade de viver em democracia.

Até quando e até onde pode a sociedade caminhar sem cuidar da sua segurança e justiça? Até quando e até onde o sistema suportará o ilusionismo de soluções sem solução?

São estas forças de segurança que o Estado tem e precisa e é nestas Forças de Segurança que o Estado tem de investir, com a coragem de reformar um modelo há muito esgotado.

Como tudo seria tão mais fácil e tão diferente se as forças de segurança tivessem a sua própria equipa de futebol a disputar a Liga mundial!

*Presidente do SNCC/PSP

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