Opinião

A importância de fazer o óbvio

A importância de fazer o óbvio

O planeamento estratégico determina a preparação cuidada de um conjunto de ações e iterações. É desenhado em função de cenários de médio, longo prazo, em que se antecipam cenários em função dos objetivos e tipo de organização. Esta abordagem mais macro tenta assim evitar que a organização se concentre apenas nas ações mais imediatas e superficiais, que podendo ser importantes, não contribuem de forma decisiva para o crescimento e consolidação da estrutura a longo prazo.

O programa estratégico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 2021-2025, evidencia que a UTAD tem de ser muito mais do que uma instituição pública sediada em Vila Real. Deve ser um ativo partilhado por todo o território envolvente, numa estreita interação com os Municípios e as Comunidades Intermunicipais, incluindo o seu tecido económico e social. Visa tornar a universidade num "HUB" do desenvolvimento, seja através do conhecimento, desenvolvimento, reconhecimento ou investimento. Outra das variáveis importantes desta estratégia de mudança é a dimensão cultural, representando a mesma uma injeção de adrenalina que ajudará a instituição a projetar-se para os níveis competitivos de que precisa.

Mas, não raras vezes, as ações de suporte a uma estratégia global são simples e visíveis, importando por isso não ter receio da sua concretização. A justíssima atribuição do grau de Doutor Honoris Causa à pintora Graça Morais, um dos mais notáveis expoentes da cultura portuguesa, expresso através da irreverência fabulosa das suas obras, é um ato de justiça tão elementar, quanto o seu impacto mediático o demonstra. Da mesma forma que a afirmação da UTAD, com sede em Vila Real, como o centro de um novo espaço geográfico de desenvolvimento económico e social que atravesse definitivamente a ancestral barreira física, psicológica, do Marão, é tão óbvia, quanto urge a sua concretização.

*Reitor da UTAD

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