Opinião

Os jovens e a pandemia

Os jovens e a pandemia

A população mais jovem é um dos ativos mais preciosos de um país, desde logo porque representa, pela simples mas contínua lei da vida, a garantia da renovação do nosso futuro.

Esta página terá mais um ano em 2021. Os jovens que frequentam o Ensino Secundário e Superior foram atingidos pela pandemia covid-19 numa fase crítica do ano letivo, na qual os últimos meses significam, em muitos casos, o tempo de exames finais de um ciclo de estudos, ou dos diferentes níveis da frequência de uma formação superior. De repente, a rotina alterou-se de forma radical, com o encerramento de escolas e universidades a forçar uma nova forma de ensino a que todos tiveram que se adaptar.

Na ausência de orientações concretas imperou a diversidade de situações, fosse entre instituições, ou dentro destas, entre os seus docentes. Uns trabalharam ainda mais, inovando e procurando novas soluções no mundo digital, interagindo em permanência com os alunos, em busca do melhor resultado possível para o conjunto. Em simultâneo, outros desligaram e deixaram o sistema entregue a si próprio, num suposto modelo de teletrabalho desligado da realidade, apenas importunada pela aborrecida obrigatoriedade dos exames.

Em setembro impõe-se um regresso que seja o mais próximo possível da normalidade, conscientes de que o vírus ainda andará por aí e que isso nos obrigará a manter todos os cuidados necessários a evitar o ressurgimento de um novo pico pandémico. Os jovens estão naturalmente ávidos de partilha e convívio social, uma espécie de oxigénio nesta fase das suas vidas. Terão que saber encontrar formas motivadoras de convívio social, com respeito pela distância física. Mas é importante que se perceba que este tempo não é compatível com isolamentos prolongados, porque as suas consequências poderão ser bem mais complexas. As ferramentas digitais poderão ajudar e atenuar esses riscos, mas nada substituirá o necessário convívio pessoal in situ. Com a convicção de que se lhes soubermos dar os sinais certos eles responderão com comportamentos sociais adequados.

*Professor catedrático, vice-reitor da UTAD

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG