Opinião

Um sinal de esperança

Um sinal de esperança

Os primeiros indicadores sobre os candidatos a frequentar o Ensino Superior no próximo ano letivo são muito positivos, com um total de 62 675 estudantes registados no concurso nacional de acesso, o que comparado com os 51 291 em momento idêntico no ano anterior demonstra bem a relevância que esta importante faixa etária da população atribui à frequência de uma formação superior.

Se comparamos o número total de candidatos com 20 anos inscritos, verificamos que de cerca de 30% em 2000, passamos para 50% em 2020, estando agora o objetivo fixado em 60% para o final da década em 2030.

A qualificação progressiva do emprego é um dos desafios mais críticos na competitividade da economia nacional, o que está fortemente interligado com o aumento médio das qualificações da população. Só assim poderemos crescer em produtividade e na cadeia de valor dos diferentes segmentos de atividade económica. Este é um desafio permanente para os próximos tempos, sendo que será também fundamental a perceção da mudança por parte das instituições formadoras.

Quando analisamos com cuidado a síntese divulgada pela Direção-Geral do Ensino Superior verificamos que o número total de novos ingressos em todos os ciclos de estudos, públicos e privados, poderá atingir 90 mil novos estudantes matriculados no próximo ano letivo.

Neste valor as designadas outras formas de ingresso ultrapassam já os 6%, enquanto as formações superiores de curta duração, conhecidas por CTesP, atingiram um número superior a 10 mil inscritos no ano letivo que agora termina.

Este facto é de realçar, porque se trata de uma aposta relativamente recente, lançada com o início do Portugal 2020 em 2015, que se mostrou uma aposta ganha pelo país e que merece ser acompanhada de perto, dado que representa muitas vezes formações com um forte impacto em setores especializados da atividade produtiva.

Competirá às instituições do Ensino Superior aceitar a renovação constante deste desafio de formar gerações cada vez mais qualificadas e preparadas para um mundo em permanente mudança, por isso mesmo mais sofisticado, mas também mais exposto e vulnerável.

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* Prof. catedrático, vice-reitor da UTAD

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