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Felisbela Lopes

Uma campanha feita sobretudo para os jornalistas

O sociólogo francês Sébastien Rouquette diz-nos, num dos seus livros dedicados à televisão, as razões pelas quais os jornalistas privilegiam as elites do poder e atiram para uma colossal espiral do silêncio atores periféricos da vida social: porque não conseguem ter uma conversa mais longa com essa gente. Falta-lhes assunto. Lembro-me sempre disto no início de cada campanha eleitoral, porque grande parte dos políticos também experimenta a mesma dificuldade.

Felisbela Lopes

A crise no Reino Unido através dos média britânicos

Escolhamos publicações jornalísticas mais à direita ou populares. Aí, o principal alvo de críticas é o líder dos trabalhistas. Que não tem coragem de se posicionar. Que é obrigado a engolir o Brexit. Que deitou janela fora a oportunidade de eleições antecipadas. Voltemo-nos para títulos mais à esquerda. Nesse caso, faz-se pontaria ao atual primeiro-ministro, acusado de mentir e precipitar o país num temível caos. Bem se percebe que a tão desejada objetividade não existe. Há, sobretudo, uma construção social da realidade. Muito parcial. E perigosa.

Felisbela Lopes

Uma proposta para (começar a) reformar as universidades

Leia-se a obra ficcional de David Lodge e aí fica-se a conhecer parte do mundo académico. Num dos seus romances, "O Mundo é pequeno", encontramos professores universitários saltando de aeroporto em aeroporto, de congresso em congresso, de cama em cama, alimentando um real que é só deles, feito de múltiplas relações ilícitas. Profissionais e afetivas. Umas e outras cruzam-se e influenciam-se em permanência, provocando verdadeiros tsunamis silenciosos dentro da Academia.