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Felisbela Lopes

Repensar os percursos académicos

Por estes dias, parte do meu trabalho foi preenchido a avaliar currículos para dois concursos académicos distintos. Um de natureza nacional, outro mais circunscrito territorialmente. Em ambos, sobressaiu a mesma tendência: a dificuldade que, em regra, os estudantes portugueses evidenciam em criar um currículo diversificado e de qualidade. E isso não é uma falha que deva ser imputada apenas aos alunos, antes reflete um sistema de ensino superior algo autotélico e uma sociedade demasiado centrada em títulos académicos e algo desinteressada em promover jovens autónomos que chamem a si, desde muito cedo, a responsabilidade da construção do seu próprio percurso profissional.

Felisbela Lopes

Imagens que nos comoveram. E depois?

Donald Trump recuou na separação de pais e filhos migrantes na fronteira entre os Estados Unidos e o México, mas vai continuar a promover a sua política de tolerância zero. Na Europa, encontrará alguns governos que concordam com as suas práticas. É preciso, pois, criar zonas de pressão para interromper certas barbáries, infligidas a pessoas completamente indefesas. Neste caso, as imagens reúnem sempre uma força colossal. Necessitamos de as pôr a circular. Rapidamente e em força.

Felisbela Lopes

Mundial, uma catarse coletiva

E eis-nos, mais uma vez, reunidos à volta da bola. É esta capacidade de se constituir como cola do Mundo, como encontro de nações, aquilo que mais retenho de um Mundial de futebol. Pouco me interessam as notícias que correm em paralelo a este Campeonato sobre treinadores ou um ou outro jogador e também não tenho muitos conhecimentos para seguir as análises que se fazem às movimentações dentro das quatro linhas. A partir de hoje, dia em que Portugal entra em campo, aqui estou eu a torcer pela seleção de todos nós. Lá longe, na Rússia, abre-se um espaço que é também cimento da nossa vida comum e isso sentimos como algo muito próximo (do nosso coração).

Felisbela Lopes

130 anos. Parabéns JN!

Foi a 2 de junho de 1888 que surgiu, pela primeira vez, nas bancadas, o "Jornal de Notícias". Quatro páginas, em grande formato, por um preço de 10 réis. Estávamos já na fase noticiosa ou industrial do jornalismo, inaugurada a 1 de janeiro de 1865 pelo "Diário de Notícias" que pretendia ser um jornal independente, financiado com receitas própria. Passados 130 anos, o JN é um dos títulos mais bem consolidados junto do público. Com expressividade nacional, tem conseguido fazer vingar os seus traços distintivos: a proximidade aos leitores e a atenção à realidade das diferentes regiões. Num tempo de abundância informativa, fazem-nos falta projetos que olhem para o que somos e para aquilo que construímos nos territórios que habitámos.

Felisbela Lopes

Eutanásia: quem decide?

Na próxima terça-feira, a Assembleia da República discute e vota na generalidade os quatro projetos de lei (PAN, BE, PS e PEV) para despenalizar e regular a morte medicamente assistida. Nestes últimos meses, partidos, responsáveis da saúde e alguns movimentos da sociedade civil foram tomando posição. Infelizmente, não houve um debate alargado, nem integrador dos diferentes pontos de vista. Agora, serão os deputados a decidir por todos, sendo esse voto depois confirmado, ou não, pelo presidente da República. A pergunta fundamental continua em aberto: quem pode decidir o fim da nossa vida?