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Felisbela Lopes

Quanto vale Cristina Ferreira?

Por estes dias, a transferência de Cristina Ferreira da TVI para a SIC provocou um caudal noticioso centrado no dinheiro que a apresentadora ganhará no Grupo Impresa. Num tempo que é e continuará certamente a ser de crise para os média, o ordenado proposto é avultadíssimo e causará alguma entropia nos corredores de Carnaxide. No entanto, aquilo que está em causa não será tanto o salário daquela que se diz ser "a saloia da Malveira", mas o sucesso desta estratégia da SIC. É um imperativo que esta aposta garanta a sustentabilidade da SIC. É isso que todas as estações procuram face à crescente erosão das audiências, ao decréscimo da publicidade e à ausência de inovação dos canais generalistas.

Felisbela Lopes

Marcelo fará um segundo mandato?

Estávamos a 23 de abril de 2016. Passara pouco mais de um mês depois da tomada de posse. O presidente da República promovia a primeira edição do Portugal Próximo no Alentejo. Numa estufa de morangos hidropónicos de Beja, admite pela primeira vez um segundo mandato. Há dias, na visita aos lugares devastados pelo fogo de Monchique, colocou a decisão na mão de Deus. Acontece que Marcelo Rebelo de Sousa vem selando um pacto emocional com os portugueses que não pode ser quebrado ao fim de cinco anos. Todos esperam dele uma relação mais prolongada.

Felisbela Lopes

Ninguém se preocupa com os donativos de Pedrógão?

O discurso jornalístico assume-se, muitas vezes, como um meta-acontecimento, ou seja, como espaço privilegiado para gerar novos factos. Esta semana, o caso que envolveu Ricardo Robles, vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa, é um excelente exemplo do poder do jornalismo para alterar a realidade. No fim de semana, pensei que uma outra notícia teria capacidade para provocar reações em espiral que dotassem o real de uma outra configuração. Refiro-me ao texto publicado na última edição do "Expresso" que reportava que, um ano depois dos incêndios de Pedrógão, há muito dinheiro por distribuir. Fiquei chocada. Mas o país não ficou. E isso indignou-me muito.

Felisbela Lopes

Por uma eficaz comunicação da ciência

Em Portugal, fala-se em ciência para reivindicar mais financiamento público. Raramente o campo científico é notícia para anunciar descobertas ou para adicionar outros ângulos a determinado conhecimento. Por isso, não se valoriza muito o que se desenvolve a esse nível. Eis aqui uma revolução que está por fazer, a da comunicação da ciência que se promove no nosso país. E que o ministro da Ciência, Manuel Heitor, deveria tomar rapidamente em mãos.