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Felisbela Lopes

Todos em pré-campanha

Ao devolver ao Governo o decreto-lei que previa a recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias do tempo de serviço dos professores, o presidente da República não surpreendeu, mas causou um grande problema ao Executivo que se desenvolverá em três frentes: ministérios da Educação e das Finanças são agora obrigados a negociar com os temíveis sindicatos da Educação; partidos da Esquerda endurecerão as suas posições; e a população estudantil e respetivas famílias vão desesperar com as esperadas greves dos professores.

Felisbela Lopes

Agarrar o tempo em tempo de Natal

Estamos mais impacientes, é um facto. E mais insatisfeitos. Nesta era líquida, não temos disponibilidade para nada. A agenda enche-se de coisas e esvazia-se de pessoas. Porque não há tempo. Há muito para fazer. Imersos numa realidade hiperconectada, há que responder a emails, atender telefonemas, fazer videochamadas, consultar sites de que necessitamos, espreitar redes sociais, passar os olhos pelos programas que se acumulam na box da televisão... E trabalhar. Não há margem para mais. Que o Natal seja uma oportunidade para interromper este frenesim que tomou de assalto as nossas vidas.

Felisbela Lopes

A importância dos media na descentralização do país

Qualquer reforma que vise promover a descentralização do país terá, em determinado momento, de refletir sobre o papel dos meios de comunicação social. Nacionais e regionais. Desenhando o espaço público por onde circulamos, os media noticiosos são centrais para o desenvolvimento do nosso território. Que estruturam e, simultaneamente, são estruturados pela realidade que refletem. Esta dualidade estrutural deveria merecer um amplo debate.

Felisbela Lopes

Regionalizar ou descentralizar?

Foi há 20 anos que 60,6 dos votantes no referendo sobre a regionalização rejeitaram essa possibilidade. Mais de metade dos portugueses optou pela abstenção, mas, mesmo assim, concluiu-se que o país não queria ser dividido em (oito) regiões administrativas. De então para cá, registou-se algum esforço para reduzir o crónico centralismo que tomou conta dos lugares de decisão? Houve um assinalável desenvolvimento regional? As respostas são óbvias. Se o país político que decide não gosta de falar de regionalização, tem, pelo menos, a obrigação de trabalhar com mais intensidade ao nível da descentralização.

Felisbela Lopes

Notícias que transformam o real em ficção

Nem sempre será simples delimitar as fronteiras do jornalismo, mas é inequívoco aquilo que lá não deverá estar. Dois exemplos daquilo que os jornalistas deveriam expelir do seu trabalho: o enredo em torno do dinheiro que a cantora Maria Leal terá subtraído à fortuna herdada pelo seu ainda marido e as sucessivas cartas que Rosa Grilo, a viúva do triatleta Luís Grilo, escreve a partir da prisão. Eis dois casos sem relevância noticiosa que subitamente saltaram para o topo dos alinhamentos noticiosos num tempo em que o entretenimento volta a contaminar a informação.

Felisbela Lopes

Onde está a verdade?

Nas últimas semanas, alguns casos ressaltaram a vulnerabilidade dos jornalistas perante as suas fontes de informação. Dependente de dados de terceiros, a informação jornalística vai reconstruindo factos que podem estar substancialmente desencontrados da realidade. Em algumas situações, impressiona o grau de manipulação de que as redações são alvo. E não estamos a falar de "fake news", apenas de astutas fontes de informação que usam estratégias há muito conhecidas nos média tradicionais. Falemos aqui da nomeação da procuradora-geral da República e de tudo o que rodeia a encenação da entrega de material militar roubado em Tancos.

Felisbela Lopes

E agora Brasil?

Eis que um país, outrora chão promissor, chega domingo às urnas no meio de uma gigantesca deriva. Se as sondagens não falharem (muito), os candidatos que passam à segunda volta são conhecidos: Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Cada um deles reúne um número substancial de votantes, mas apresenta também um alto grau de rejeição do eleitorado. Os média falam já nas "eleições anti": os que votam Bolsonaro odeiam o PT, os que votam Haddad repudiam o candidato de extrema-direita.

Felisbela Lopes

O que (não) sabemos de Tancos

Por estes dias, reacende-se a noticiabilidade à volta de Tancos e, com ela, a nossa perceção de que aquilo que tem vindo a ser noticiado poderá ficar muito aquém dos acontecimentos. Fala-se de uma guerra de militares à volta da encenação montada para a devolução do armamento furtado. De quem concretamente? Porquê? No entanto, há que não esquecer também o assalto que, ao que tudo indica, terá sido feito por um ex-militar. Sozinho ou com a conivência de quem? E será que houve mesmo um assalto na data apontada?