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Agora, seremos nós a zelar pela saúde de todos

Agora, seremos nós a zelar pela saúde de todos

Estamos a chegar ao fim de um longo período de restrições formais devido ao SARS-CoV2. Isso não significa que o vírus foi erradicado. Apenas podemos respirar melhor, porque temos uma elevadíssima taxa de vacinação. Em breve, estaremos por nossa conta. E isso exige uma colossal responsabilidade individual e organizacional.

O presidente da República tinha boas razões para se encaminhar ontem para a reunião do Infarmed otimista. Anteviu isso de véspera em Roma. E certamente não saiu com sentimentos contrários do encontro com os especialistas. Deles ouviu orientações para se aliviar o país das apertadas regras a que esteve sujeito desde março de 2020 e das quais tem vindo a libertar-se, mas também deles escutou um alerta importante: ninguém deverá abandonar abruptamente as medidas básicas de prevenção. A saber: fazer a higienização das mãos, ficar em casa quando estiver doente e usar máscara em ambientes congestionados. Estas são regras que a covid-19 nos impôs e que deveremos continuar a adotar como um procedimento normal das nossas vidas.

Claro que, a partir de agora, vamos sentir menos restrições formais, mas é preciso não descurar a comunicação de risco com as populações, sobretudo com as mais vulneráveis. Estando por nossa conta, precisamos de ter informação regular sobre o que está a acontecer e necessitamos também de saber qual o modo mais eficaz para nos proteger de um vírus que continua entre nós.

Ainda que os média, por força das circunstâncias, diminuam a noticiabilidade sobre a covid-19, impõe-se que esta temática não desapareça subitamente dos alinhamentos noticiosos. Para isso, será necessário manter os boletins epidemiológicos divulgados através de sites e redes oficiais com o número de infetados/internamentos/mortes e criar momentos de comunicação formal centrados na prevenção da covid-19.

A par da preocupação em disseminar mensagens que ajudem os cidadãos a ter comportamentos preventivos, o Governo e a Direção-Geral da Saúde poderiam aproveitar a iniciativa do Ministério da Educação, que está a trabalhar na inclusão de conteúdos de literacia mediática nos manuais escolares, para também introduzir nesses compêndios matérias que promovessem a literacia em saúde. Investigações feitas sobre o atual contexto pandémico relevam que os cidadãos aprenderam muita coisa relacionada com a saúde. Era preciso fazer progredir esses conhecimentos em todas as franjas etárias.

Professora associada com agregação da U. Minho

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