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Afirmar a esperança num Portugal outro

Afirmar a esperança num Portugal outro

Portugal entrou na última fase do desconfinamento e deseja-se que seja a decisiva. É importante nesta hora não esquecer as vítimas da pandemia e rasgar horizontes de esperança. Com este objetivo, uma centena de personalidades lançou a Jornada Nacional da Memória e da Esperança 2021, que decorrerá no fim de semana de 22 a 24 de outubro. Esta iniciativa tem o alto patrocínio do presidente da República e um sítio dedicado no endereço memoriaeesperanca.pt.

Por mais que tantos queiram continuar a insistir numa atitude negacionista, foi graças à vacinação que a intensidade da pandemia passou de moderada a reduzida. Isso nota-se sobretudo na diminuição da pressão sobre os serviços de saúde e na mortalidade associada à covid-19.

Agora é importante não esquecer os que foram afetados, direta ou indiretamente, e os que sucumbiram a esta pandemia. É imprescindível, como se pode ler no manifesto que lançou a Jornada, "fazer o luto comunitário". Para tal, convocam-se todos a promoverem iniciativas com o objetivo de "prestar tributo aos que partiram, acolher o sofrimento e as narrativas dos que foram afetados pela pandemia e suas consequências e celebrar e agradecer a todos os que cuidaram da saúde e minoraram o sofrimento e a dor de tantos".

Pretende-se, também, "dar densidade, rosto, vida e sentido coletivo aos números, estatísticas e gráficos" desta pandemia.

Uma Jornada, todavia, não é apenas feita de memória. Recorda-se para não se esquecer - mas, também, para afirmar a esperança num "outro Mundo". Um Mundo em que haja uma maior consciência de que "estamos todos no mesmo barco", como tanto pregou o Papa Francisco durante esta crise pandémica. Em que se questione "o modelo de sociedade centrado no ter e não no ser".

O sucesso desta Jornada dependerá não só da dinâmica nacional, mas também, e sobretudo, do dinamismo e da originalidade local.

Todos estão convocados. O manifesto destaca as comunidades religiosas, as autarquias, as escolas, as instituições de saúde, as entidades culturais, os média. Todos somos chamados a recordar e, sobretudo, a afirmar a esperança num Portugal outro.

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