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Hugo Silva

#arrozauau

Não gosto de andar a pé em ruas só com vivendas. Não tenho qualquer fetiche com apartamentos, mas ruas só com vivendas são sinónimo de muitos cães. E eu tenho um medo irracional de cães (excluam-se os "porta-chaves" por favor). É certo e sabido que, nessas ruas, há sempre canídeos a ladrar furiosamente nos pátios, com os olhos raiados de sangue e a boca cheia de dentes a salivar. Fico sempre com a impressão de que vão saltar as grades, qual Sergey Bubka de quatro patas e sem vara, para despedaçar-me ali mesmo. Por isso, nessas ruas, prefiro andar no meio da estrada. É mais fácil para fugir, surja o perigo da esquerda ou da direita. Pelos vistos, prefiro ser despedaçado por um carro a alta velocidade do que esfrangalhado por um cão. A cinofobia supera a motorfobia (qualquer reclamação, enviar para a Wikipédia). Até podia tentar ouvir um psicólogo ou, quem sabe, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária sobre o assunto, se não fosse mais difícil falar com tal entidade do que com Elvis Presley que, como todos sabemos, continua vivo e de boa saúde no Arkansas. Quem sabe, a passear um belíssimo "american dog". Provavelmente, com os olhos raiados de sangue e a boca cheia de dentes a salivar. O cão, nunca Elvis "o rei" Presley. No meio disto tudo, o estranho é que eu até gosto de cães. E muito. Tem é que ser com arroz. As batatas assadas fazem-me azia.