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Hugo Silva

#juízo

Fui vacinado e não me transformei num íman de moedas, o meu telemóvel continua com problemas de rede e por mais que procure não encontro o chip. Para que me sujeitei, então, a levar duas picadelas no braço? Vergonha! Pensei recorrer à justiça, mas quem me podia valer está suspenso. E eu não aceito decisões abaixo de um certo nível. Só concebo recorrer a quem está "acima". Pior: ainda ia parar a um tribunal fora de Lisboa! Se o Tribunal Constitucional entende que mudar-se da capital para Coimbra ou outra terra é desprestigiante, também eu não aceito decisões da província. Aliás, por mim acabava-se já com este circo das autárquicas. Eleições, só em Lisboa. Nomeava-se depois um comité de homens bons da urbe-mor do reino e eles escolhiam 307 parolos para o resto dos concelhos. Haja juízo. Ou juízes. O que der mais jeito.

Hugo Silva

Parábola das sandálias (ou a importância da oposição)

Quando o meu filho faz birra porque quer ir para a praia com meias e sapatilhas em vez de levar as sandálias do Homem-Aranha que seriam muito mais fáceis de calçar e descalçar num mundo de areia assaltam-me dois sentimentos contraditórios: uma ira imensa, porque até foi ele que escolheu as sandálias na loja; e um orgulho desmedido, por ver que segue as minhas pisadas e defende o uso de meias e sapatilhas nas idas à praia, ao contrário da maioria absoluta dos veraneantes.