Opinião

#raridades

A pandemia que mais vezes tem servido de termo de comparação àquela que nos assola atualmente é a gripe espanhola. Aconteceu há cerca de 100 anos, ou seja, sensivelmente o mesmo período que o Sporting levou para conquistar mais um campeonato.

Ambas as coisas - pandemias e títulos do Sporting - são coisas cíclicas, mas raras. Mas nem isso justifica a rebaldaria em que se transformaram os festejos do campeão. E no meio do furacão não há inocentes: nem as autoridades policiais e sanitárias, nem o Governo, nem a multidão que se juntou e virou Lisboa do avesso. Só deram mais força ao movimento "quinzediista". Aquela malta que, vendo um grupo de 10 pessoas juntas, solta logo: "Daqui a 15 dias é que vamos ver...". Em Odemira a cerca não durou 15 dias. O povo já pode circular. As barracas de férias foram preservadas da sujeira migrante. Os desgraçados que vivem ao monte já podem continuar a trabalhar por um punhado de euros. E os "empreendedores" (assim mesmo, com aspas) que lucram com mão de obra escrava (assim mesmo, sem aspas) passam por entre os pingos pandémicos sem grandes sobressaltos. Responsabilidades? Nem daqui a 15 anos vamos ver.

Jornalista

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