Opinião

#seeufosse

Se eu tivesse garantidos 4500 euros por mês para organizar umas comemorações e depois fosse indigitado ministro também pensaria que "não é desejável" acabar com toda a precariedade.

E até que, "em muitas situações, a precariedade não é um mal absoluto". Mas também usaria o meu poder enquanto governante para ver se o dicionário deixava de considerar precariedade como "condição do que é instável, inseguro, frágil ou contingente". Não é desejável que uma coisa que pode ser tão boa tenha significados tão negativos.

Se eu fosse de um grupo de trabalho que advoga a penalização de médicos pelo facto das suas utentes decidirem fazer um aborto ou contraírem doenças sexualmente transmissíveis sairia do gabinete, ia apanhar ar e voltava para fazer uma proposta em condições. O confinamento, mesmo que laboral, não faz bem a ninguém.

*Jornalista

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