O Jogo ao Vivo

Opinião

#cabodaesperança

É tão difícil ouvir com estrondo as boas notícias que quando elas surgem apetece cantar, gritar, até voltar a usar as irritantes vuvuzelas, sair à rua, lançar fogo de artifício.

"Estava ao telefone e fiquei a chorar", "foi a minha avó que me contou", "estava a ver televisão e olhei para aquilo e dei um salto". Quando há momentos marcantes, históricos, lembramo-nos do que estávamos a fazer. O aparecimento de Noah esta semana é uma dessas luzes da vida: uma boa notícia, um final feliz que faz esquecer o desespero, angústia e sentimento de impotência que foram sendo engolidos e fintados durante 36 horas. Que bom haver boas notícias, que bom é poder lê-las. Quero mais.

A esperança vive num lugar abrigado do sol e do vento, da tormenta, é de facto a última a morrer, porque sem ela não seria possível ir para casa, regressar à vida normal enquanto sabíamos o que estava a acontecer em Proença-a-Velha. O caso de Noah não é uma comoção da moda, é uma explosão de felicidade, num tempo de parcas boas notícias.

Para a semana terminar em grande só falta Portugal vencer a Alemanha mais logo. E se conseguíssemos manter o título até 2024?

Jornalista

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