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Opinião

#devoraroMundo

Vivemos a prazo. E, apesar do debate filosófico ser interessante, vem isto a propósito de termos esgotado esta semana os recursos que tínhamos disponíveis até 2022. Foi a 13 de maio que acionamos o cartão de crédito ambiental (mais uma dívida).

A data, tão simbólica para o país, é trágica, e rezar de pouco nos deve valer. Não temos recursos para viver como vivemos. Temos de abrandar, muito, se queremos que os nossos netos sobrevivam.

Se só existissem portugueses em todo o Mundo, precisávamos de mais de dois planetas, apontam os especialistas. O engraçado das contas é que a alimentação representa praticamente um terço da pegada ecológica, e não é que tenhamos de fazer dieta, o que se impõe é garantir uma agricultura sustentável, com métodos que preservem os recursos naturais, embora reduzir o consumo de carne seja, no plano individual, um pequeno grande passo. Certo é que estamos a comer mundo a mais, ou melhor, a devorá-lo.

No site da Global Footprint Network, que faz estas contas, cada um pode calcular a sua própria pegada ecológica, após responder a um questionário.

É fazer as contas e ficar em contrição.

Jornalista

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