Opinião

#direitos

O caminho dado por França para inscrever na sua Constituição o direito ao aborto parece-me uma iniciativa inspiradora. Por agora, é só a aprovação dos deputados da proposta e, se a extrema-direita de Le Pen não vê interesse em trazer o assunto para debate na praça pública, há casos de retrocesso em matéria de direitos humanos que nos deviam obrigar a olhar para a Lei Fundamental como um organismo vivo, em vez de a subjugarmos a uma peça de museu. O caminho para consagrar este direito não será rápido, ou fácil, mas exigem-se mecanismos de proteção mais poderosos quando as ameaças populistas sobrevoam como abutres as liberdades adquiridas. E o direito à interrupção da gravidez é um desses alvos. Não podemos seguir o lema "quem vem atrás fecha porta", os direitos não são herdados, nem inatacáveis.

*Jornalista

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