Opinião

#discotecas

As saudades que eu tenho de entrar numa discoteca. Há um espaço guardado na alma, de tamanho considerável, dos prazeres vividos na pista.

Tenho saudades do cheiro a cocktails e perfumes, do som dos sinos - ouvido nos domingos, na alvorada, depois de horas em que a dança, da chuva, da alegria, fez maravilhas ao espírito - tudo boas recordações, mas as vivências são bem melhores.

Falta abrir as discotecas, ao ar livre, com testes rápidos, com rodinhas de tamanhos diferentes a delimitar o raio da coreografia, com certeza em moldes seguros, mas imaginar o verão sem sunsets quando se começa a sentir o cheiro a protetor solar no metro, dói. Uma ida à discoteca pode funcionar como um poderoso gerador de estamina, uma lavagem de alma, comunitária, entre amigos. Há qualquer faísca de magia que se desencadeia quando se dança de olhos fechados, alheado, a voar pela imaginação.

A movida noturna pós-pandemia pode vir a ser muito diferente, tão louca como os fatos futuristas que a empresa Production Club criou - uma espécie de escafandro para socializar em segurança - mas vai regressar. Só não tenho saudades das filas para as casas de banho.

*Jornalista

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