Opinião

#médicos

A existência de tantos milhares de utentes sem médico de família deve explicar parte das urgências que entopem os hospitais centrais, como o São João, no Porto, que esta semana atingiu o máximo de entradas: mais de mil num dia.

O A. estava lá na segunda. Contou-me que adormeceu à espera e, percebendo que iria ficar mais de oito horas numa sala onde nem havia uma máquina de comida, desistiu. Foi a um hospital privado, encontrou-se com rostos que tinha visto no São João. As senhoras com quem partilhara a sala antes não tinham essa escolha. Já esperavam há mais de seis horas quando chegou. No privado, pagou 45 euros e diagnosticaram-lhe uma amigdalite. Alguém acredita que se gosta de ficar a secar numa urgência? Nem os masoquistas. Funcionassem os centros de saúde bem, houvesse médicos de família para todos e ninguém iria amontoar as urgências.

*Jornalista

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