Opinião

#mergulhos

Quando chegamos a casa da Cecile e do Mark percebemos como se pode amar um país que não é o nosso.

Amam Portugal. Escolheram viver num interior "de gente boa", depois de se conhecerem num site de encontros, já de cabelos grisalhos. Ela, francesa, a viver em Londres, ele inglês, trabalhava em Paris.

Saíram das grandes capitais para viver numa casa com piscina à beira do nada, envolta em paz e cheiro a alfazema. Os mergulhos para a felicidade são dados num país do qual não conhecem a língua.

Ficam-se pelo "obrigada" e o "bom dia", de olhos cheios de verde e de gratidão pelo cantinho que conquistaram, onde as pessoas até devolvem uma carteira perdida com dinheiro. "Só acontece nos lugares especiais." Um pequeno ponto no GPS, numa rua sem saída, com sabor a casa, apesar de todas as distâncias.

*Jornalista

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