Opinião

#Samuel

Quinze anos separam as mortes de Samuel Muñiz, na Corunha, e de Gisberta, no Porto, afogada aqui ao lado, no Campo 24 de Agosto.

Tantos pontos em comum, apesar de todas as diferenças. Vítimas do mesmo crime, da mesma violência cometida por um grupo mergulhado em ódio até à morte.

Quando Gisberta morreu em 2006, depois de ter ficado dias a ser vítima de abusos, estávamos longe de pensar que conseguiríamos aterrar uma sonda em Marte, ou até de criar uma vacina em menos de um ano para combater uma pandemia.

Uma década e meia de tanto progresso e continuamos tão atrasados na luta contra o preconceito e na educação para a compaixão.

Samuel, apenas um contra 13 assassinos, foi espancado até à morte a ouvir chamarem-lhe "maricas" e ninguém merece morrer assim.

*Jornalista

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