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Opinião

#sofádosamigos

Sempre balizei a amizade por uma premissa simples: os meus amigos são aqueles que me dão o sofá se eu precisar de dormir em casa deles, que mo oferecem mesmo sem eu pedir.

Claro que espero não precisar do sofá e espero que se precisar dele, me deem almofadas fofinhas para não acordar com a cervical feita num oito. Tudo isto é absolutamente literal, porque ser amigo é acima de tudo estar presente quando tudo parece dar para o torto.

A questão é que os meus amigos são assim, presentes. Não tenho amigos prontos a arranjar-me malas com milhões de euros. Há quem os tenha, eu não. É por isso com estranheza que oiço, que ouvimos, há anos, a facilidade com que aparentemente se pode ter amigos assim. Espero que os tempos próximos não mostrem a força desses laços feitos à velocidade das cotações em bolsa.

Além dos amigos dos sofás e dos milhões, há também os amigos das dez redes sociais que estão presas num quadrado do telemóvel tão ínfimo quanto a proximidade que se tem de facto muitas vezes com a pessoa que existe para lá do perfil.

Os amigos dos sofás são um grande antídoto contra qualquer vírus, que bom tê-los cada vez mais perto.

Jornalista

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