Opinião

A Amazónia não é nossa. É do Bolsonaro

A Amazónia não é nossa. É do Bolsonaro

O Mundo reclama contra o Brasil, mas é o Brasil que devia reclamar contra o Mundo. Porque o aquecimento global não é culpa do Brasil nem de Bolsonaro. Isso é ridículo. A atual desmatação da Amazónia, por mais dramática que seja, não é responsável pelo aquecimento global. Acreditar nisso é a mesma coisa que culpar o imperador romano Nero pelo 9/11.

A culpa é da arrogância dos países ricos que durante anos acharam que o Al Gore era um profeta da desgraça e que o documentário "Cowspiracy" era filme de ficção científica.

A culpa tem nome e não é Brasil. A culpa é da China que come mais carne, queima mais carvão e consome mais água do que duas Amazónias juntas. A culpa é dos europeus que cortaram todas as florestas antes mesmo de ter começado a revolução industrial.

A culpa é de Emmanuel Macron, que incendeia as redes sociais com fotos falsas para subir nas sondagens e cumprir a agenda hiperliberal que lhe encomendaram. A culpa é da Inglaterra, da França, da Alemanha e do Japão. E de Trump, que quer ficar com o exclusivo do agronegócio e impedir o desenvolvimento do Brasil.

A culpa é nossa que nunca quisemos saber do ambiente, mas agora, que o ar nos queima a cara e chovem em Braga ovos de avestruz, em vez de batermos com a mão no peito apontamos o dedo a Bolsonaro.

A Amazónia pode até ser o último bastião de floresta da humanidade, mas apenas porque a humanidade já consumiu todos os outros; e a culpa disso não é do Brasil.

Claro que a Amazónia tem de ser protegida. A todo o custo. Só que a Amazónia não é a nossa terra, ela tem dono. E é melhor começarmos a pensar na renda que lhe vamos pagar em vez de lhe atiçar os velhos cães colonialistas.

* ESPECIALISTA EM MEDIA INTELLIGENCE