Opinião

A guerra contra a China

A guerra contra a China

Em abril deste ano está previsto o arranque da rede móvel 5G, que promete revolucionar - de novo - o já de si revolucionário progresso tecnológica que o mundo tem vivido nas últimas décadas.

Mas o seu lançamento pode estar comprometido. É que quem vai à frente na corrida é a China e os Estados Unidos não querem que isso aconteça. E percebe-se, porque é o futuro da humanidade que está em jogo.

A rede 5G vai ser 100 vezes mais rápida o que vai tornar realidade a tal "internet das coisas". Virtualmente todos os objetos do mundo podem estar ligados uns aos outros. Falar uns com os outros. O frigorífico vai pedir ao carro para ir comprar comida, enquanto você fica em casa tranquilamente a ver um filme. Vai haver nano sensores a circular no nosso sangue que vão avisar o médico assim que uma das nossas células se estrague e logo depois vão "consertá-la" sem ser preciso dizer a ninguém. A medicina vai transformar-se radicalmente, a vida em sociedade também. O aumento real da esperança de vida dos novos seres humanos 5G vai mesmo aumentar.

É sempre por causa da tecnologia que o homem avança em termos de raça. Foi o polegar oponível, o silex e a roda que estiveram na origem da extinção do Homo Sapiens e no advento do Homo Sapiens Sapiens. Da mesma forma, como nunca antes aconteceu, as alterações que a tecnologia 5G vão introduzir na sociedade humana, tem este potencial transformador e um Homo Tri-Sapiens, capaz de se auto regenerar e praticamente não envelhecer, está ao virar da esquina.

A capacidade transformadora e, claro, a quantidade de novos negócios que o 5G vai gerar são virtualmente impossíveis de calcular. Há quem diga que, por exemplo, a nova rede vai permitir a ligação simultânea de 7 trilhões de dispositivos, mais ou menos mil por cada habitante da terra.

Só que o problema principal do 5G não é técnico, é político, porque não é nenhum dos habitués a liderar a descoberta tecnológica. Nem a Europa, nem o Japão nem os Estados Unidos. Desta vez é a China.

O que está em jogo é tanto que vai valer tudo para evitar que o gigante asiático ganhe a liderança da tecnologia que vai transformar o mundo. Tudo. Até tirar olhos.

* ESPECIALISTA EM MEDIA INTELLIGENCE