Opinião

Melhorar na dívida e nos impostos

Melhorar na dívida e nos impostos

Portugal tenta encontrar formas de atrair e aumentar o investimento direto estrangeiro, mas apesar de boas críticas e bons resultados continuamos a não estar na primeira divisão mundial.

No meio das muitas qualidades e reconhecimento internacional que nosso país tem conseguido, ainda não conseguimos um argumento imbatível para que o Grande Investimento Estrangeiro aterre regularmente nos aeroportos e praças financeiras portuguesas.

Grandes organizações internacionais colocam-nos no cimo dos rankings, mas, mesmo assim, o grande capital não quer vir. O Eurostat diz que somos o 6.º, de 24, com maior percentagem de energia gerada por fontes renováveis; para o Banco Mundial somos o primeiro, entre 190, na categoria "Comércio Internacional" e para o Global Peace Index somos o terceiro mais seguro do Mundo.

E mesmo quando para a OCDE somos o 2.º - entre 67 países - mais recetivo para receber investimento, quando chega a hora de fazer as contas à quantidade de dinheiro realmente investido Portugal já não aparece nos primeiros lugares em nenhuma lista.

Como sugestão de reflexão futura para os nossos responsáveis económicos vale a pena referir quais os fatores que mais nos prejudicam quando os investidores internacionais tomam decisões sobre o destino do capital. De acordo com o índice GFICA, publicado anualmente com o objetivo de ajudar as empresas multinacionais a decidir onde fazer os seus investimentos, Portugal já só aparece na 28.ª posição, entre 109 países.

Segundo eles o que nos impede de chegar ao topo é a volatilidade do nosso crescimento, o tamanho da dívida pública, o preço do acesso ao crédito, o tamanho dos impostos e a menos boa proteção aos investidores.

*Especialista em Media Intelligence

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