Opinião

O hacker do Benfica está de olho em nós

O hacker do Benfica está de olho em nós

Os e-mails do Benfica estão em toda a parte porque a segurança informática do clube da águia é pior que a linha defensiva da sua equipa de futebol. Não resistem a hackers nem a avançados.

Para jogar contra o Benfica os adversários juntaram-se e contrataram um fabuloso "striker" que estava exilado na Hungria. O seu nome? Cyber. Cyber Hacker.

Sem saber dar um chuto na bola, o craque informático rebentou as redes encarnadas com uma fúria maior que dez mil Peyroteus, Di Stefanos e Ronaldos juntos.

Sem cruzamentos para a área nem assistências para golo, mas com "finíssimo recorte técnico" e o "tablet que tinha mais à mão" citando o grande Gabriel Alves, os danos que o pirata informático causou ao clube da Luz são a maior mancha que o time do "Pantera Negra" já teve até hoje. Muito pior que levar 7 a 1 do Sporting em casa.

A alegoria vai longa (e escrita com fé verde e branca), mas é um exemplo perfeito do que para aí vai na segurança digital das organizações. Os clubes de futebol e os gabinetes de advogados, mais mediáticos, vêm primeiro nos jornais, mas são só a ponta do iceberg.

A maior parte das empresas portuguesas ainda trata a Internet como uma espécie de carteiro inofensivo e com asas que manda e recebe cartas sem precisar de selo. Põem alarme em todas as janelas do escritório mas não vigiam os computadores e smartphones, que são uma porta escancarada para dentro da casa.

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Mas na era da media intelligence e da Internet das coisas, ver os e-mails do "benfas" nos jornais e os segredos da PLMJ espalhados como tigres e couves pela marginal (grande Mário Zambujal), nem são o pior que pode acontecer.

Quando o frigorífico começar a encomendar sozinho 300 iogurtes por dia, até podemos achar graça, mas se o carro autónomo do vizinho nos entrar pelo relvado e matar o cão ou as comportas das barragens se fecharem e ninguém tomar banho durante uma semana não vai ser bom.

O pior virá quando o Cyber Hacker for contratado para a primeira liga e aviões comerciais deixem de chegar ao destino e navios de guerra bombardeiem cidades sem autorização.

É preciso definir limites para a exposição online. A Internet das coisas não pode ser a Internet de tudo.

*Especialista em Media Intelligence

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