Opinião

Para onde caminha o Mundo?

Para onde caminha o Mundo?

Para onde caminha politicamente o Mundo? A pergunta, excelente, encontrou-me ontem, na forma de convite para participar no programa "É ou não é? " da RTP1, um dos grandes debates televisivos que hoje acontecem em Portugal.

As eleições do Brasil e a indefinição sobre o resultado deram o mote. O ato eleitoral foi seguido em Portugal como se de uma escolha nossa se tratasse e, para quem não soubesse e acabasse de chegar a uma qualquer cidade portuguesa, o ambiente não oferecia dúvidas.

Em qualquer bar na Baixa, a TV de serviço despejava a contagem dos votos, que era recebida por brasileiros e portugueses com igual entusiasmo. Sem qualquer esforço se poderia acreditar que Lisboa era São Paulo e o Porto Belo Horizonte. Todos partilhando a casa comum da cidadania da língua.

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Quem queria o Lula lá cedo se rejubilou com o apuramento dos votos na Lusitânia - onde o resultado foi conhecido bem mais cedo por conta da distância entre fusos horários. "Já temos o Lula cá, vamos pôr o Lula lá", gritavam apoiadores adeptos do antigo presidente, entre a euforia e a ansiedade.

A Comunicação Social portuguesa deu à cobertura da eleição do presidente brasileiro o mesmo tempo, e provavelmente mais recursos, do que normalmente atribui à escolha do nosso próprio presidente. Porque seria?

Tentando responder à pergunta "para onde politicamente caminha o Mundo?, direi que para um novo paradigma, onde a democracia tradicional se enfraquece, à medida que as decisões que afetam os cidadãos se tornam cada vez mais descentralizadas.

É neste vazio, que os estados ainda não conseguem preencher, que florescem os radicalismos que nos afligem, mas é também nele que está a solução para a democracia do futuro.

*Presidente da Associação Portugal Brasil 200 anos

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