Imagens

Últimas

Júlio Machado Vaz

De um dia para o outro

"Observador", 30 de Novembro, prosa de Ana Catarina Peixoto - Em Maio e Julho o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra debruçou-se sobre os relatos de profissionais de saúde no desempenho de funções e quando infectados. É reconfortante ver António Marques, coordenador do Núcleo de Investigação em Enfermagem, sublinhar o sentimento de missão que os leva a proteger colegas mais frágeis e a amenizar a solidão dos doentes, mas deprimente sabê-los discriminados por vizinhos.

Júlio Machado Vaz

A verdadeira razão

Este agnóstico lê religiosamente a prosa do Anselmo Borges. No seu último artigo abordou um naco da minha. Além das informações sobre a Old Lives Matter, mencionou duas perguntas: "Estaremos condenados a olhar com angústia o tempo suplementar de que dispomos, oferecido pela ciência e por estilos de vida mais saudáveis? Não apenas pelos achaques normais da idade, mas por força de uma sociedade que recusa a cidadania plena a gentes cujas rugas invadem a pele e, por vezes, dramaticamente!, os neurónios, mas não o coração"?

Júlio Machado Vaz

A verdadeira pergunta

O anterior primeiro-ministro australiano revoltou-se contra a "ditadura sanitária" da era covid pelas suas consequências económicas ("Guardian", 2 de Setembro). Sugeriu autorizar as famílias a pensar se não seria justificado deixar morrer os idosos infectados, "deixando a natureza seguir o seu curso". Mais informou que cada ano de vida extra para os mais velhos custa à Austrália cerca de 100 000 libras, verba superior às que o Governo paga por medicamentos que salvam vidas. E culpa o clima de medo em que vivemos, pois impede os governos de colocarem a questão - "quanto vale uma vida?".