Opinião

Ainda acha que António Costa é um bom primeiro-ministro?

Ainda acha que António Costa é um bom primeiro-ministro?

Na semana passada perguntei ao caro leitor se "Ainda tem dúvidas?". Não sei se ainda será o caso, mas vou aproveitar e convidá-lo a outro exercício de reflexão.

Vamos, então, por partes. Primeiro: ninguém queria estas eleições. Depois de dois anos atribulados e confusos em pandemia, com a intermitência do confina-desconfina, com a distância que este vírus nos impôs, com tantas empresas que não sobreviveram, com os milhares de alunos prejudicados pela realidade que os votou ao ensino online, com a exaustão dos profissionais de saúde e do SNS, a prioridade agora era estabilidade. Mas, lembre-se, ninguém queria estas eleições. Ninguém, exceto António Costa.

O primeiro-ministro viu na rejeição do Orçamento do Estado a oportunidade de se reforçar politicamente. Com um Governo cansado, desgastado e sem brilho e a precisar urgentemente de remodelação, a solução de António Costa foi não ceder às demandas dos seus aliados "neossovietes", o Bloco de Esquerda e o PCP. Este episódio pôs a nu a estabilidade de pés de barro da federação da Esquerda, a geringonça. O país e os portugueses ficaram para segundo porque "as comadres se desentenderam". É sempre de salutar um ato eleitoral, faz parte do pulsar da democracia. Mas tudo isto acontece num momento em que o país precisava seriamente de apontar baterias à recuperação económica e sair de uma vez por todas da cauda da Europa.

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Agora pense em si. Pense no seu futuro, no dos seus filhos e netos. Pense no seu salário ou pensão, na renda da casa ou na prestação do banco, na conta da luz, nas compras do mês e nos preços do combustível. Talvez chegue à conclusão de que não tem de ser assim. Seis anos de geringonça e seis anos de estagnação. Seis anos a enterrar os seus impostos na TAP (ou devo dizer, na TAL - Transportes Aéreos de Lisboa), seis anos de anúncios na ferrovia, seis anos de definhamento do SNS. E, portanto, pergunto, ainda acredita em António Costa, no Partido Socialista e na geringonça? O que tem esta tríade ainda para oferecer a Portugal?

É, pois, o tempo da estabilidade, seriedade e verdade. Parece-me evidente que apenas Rui Rio e o PSD oferecem estas qualidades. E repare que Rui Rio não lhe promete nada para amanhã. Mas, para mudar é preciso reformar. Compromete-se, sim, a lançar as fundações para um Portugal mais próspero, dinâmico e moderno.

No debate da semana passada, António Costa sugeriu entregar as chaves de São Bento a Rui Rio no caso da vitória do PSD. Se ainda tiver dúvidas, o voto útil para termos Novos Horizontes em Portugal é no Partido Social Democrata.

Eurodeputada do PSD

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