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Opinião

Com paz e em liberdade!

Com paz e em liberdade!

As eleições mostraram que, apesar de na minha opinião a proposta do PSD ser a melhor para o futuro de Portugal, há muita gente que desconfia do PSD e que não acredita no PSD como uma alternativa de Governo.

Nesse sentido, o PSD deve fazer uma reflexão substantiva que nos permita responder às muitas dúvidas que pairam no ar sobre o futuro do partido enquanto a grande casa do centro-direita em Portugal. Não uma reflexão que sirva de comissão de inquérito para apurar responsabilidades políticas, mas uma reflexão que nos permita ultrapassar as desconfianças e mostrarmos que temos uma alternativa que dá uma vida melhor a todos os portugueses. Mas este não pode ser apenas um exercício que anime os intelectuais ou que caia bem nos ouvidos de alguns comentadores. Tem de ser um exercício que ajude a reposicionar o PSD na sociedade, como partido verdadeiramente transversal ao país. A reflexão e reforma que o PSD tem a fazer não se prende com o presidente da Comissão Política Nacional, mas com o seu modelo de organização e com a forma como se afirma como partido de poder. Não é mudar a cara do líder, é reformar o seu modelo de atuação, a sua presença junto dos portugueses e unir o partido.

Não esquecendo a importância de uma mensagem clara para os pensionistas e funcionários públicos, precisamos de reforçar a nossa presença junto dos jovens, dos empresários, reforçar a nossa presença nas áreas urbanas como um partido moderno, dinâmico e reformista, que ambiciona mais para o país, mas também afirmarmo-nos como um partido meritocrata, que é capaz de atrair os melhores. Precisamos de repensar o funcionamento interno da estrutura do partido, garantindo que é eficaz, eficiente e que as estruturas são respeitadas, mas também elas valorizam o mérito.

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Um PSD mais presente na Academia, na criação do conhecimento e na sua valorização, que acarinha a inovação, que valorize o jovem empreendedor e o pequeno empresário. Um PSD europeísta, mas que sabe o valor da história e da cultura de Portugal e da sua vocação atlântica.

Temos de voltar a ser a casa dos que ambicionam mais para Portugal, os que queremos um país que atrai investimento, que combate a pobreza, que acarinha quem arrisca, mas que também sabem que todos podemos ter um azar na vida e a solidariedade tem muito valor e ninguém pode ficar para trás.

O carácter reformista que desde sempre definiu o PSD tem de estar na base da reorganização interna do futuro do partido. E é preciso fazê-lo com humildade e arrojo voltando a olhar os portugueses nos olhos e fazê-los ter a confiança que a alternativa e a esperança de um futuro melhor residem no PSD.

*Eurodeputada do PSD

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