Opinião

Mudar!

Rui Rio venceu as eleições e sai deste processo eleitoral reforçado e em condições de derrotar o PS nas próximas eleições legislativas a 30 de janeiro do próximo ano.

Há uma onda de energia e otimismo resultante do dinamismo que as eleições diretas no PSD trouxeram à vida interna do partido e que deve ser agora canalizada para um desafio maior. Esse desafio será convencer os portugueses de que só Rui Rio e o PSD podem oferecer ao país um destino diferente daquele a que parece condenado. Portugal e os portugueses estão há seis anos nas mãos de uma geringonça que vive ludibriando e apenas preocupada com o próximo logro.

O reconhecimento do falhanço do PS com os portugueses é fácil de identificar se fizermos um breve exercício de reflexão. Todos os dias vêm a público notícias de enorme descontentamento pelos profissionais de saúde e utentes do SNS. E por isso pergunto: o(a) caro(a) leitor(a) considera que temos hoje um SNS melhor do que o que tínhamos em 2015? Na Educação, os rankings provam que a escola pública continua a perder terreno face ao ensino privado; os professores são sobrecarregados com tarefas administrativas em vez de se dedicarem à sua arte: ensinar; durante a pandemia o ministério anunciou dezenas de vezes a entrega de computadores aos alunos. O anúncio do Governo data de abril de 2020 e ainda faltam entregar 600 mil computadores. Pais e professores estão satisfeitos com o estado da Educação? Temos, depois destes seis anos, mais despesa na Educação e piores resultados.

Na economia, Portugal foi o país da Europa que menos apoios deu às empresas durante a pandemia. Nestes seis anos de geringonça, não se ouviu em momento algum e com clareza um compromisso do Governo com uma descida de impostos. A competitividade das nossas empresas continua limitada pelo Estado e a capacidade dos empresários poderem oferecer aumentos salariais também. A carga fiscal mantém-se em máximos, o Estado engordou e a despesa pública também. Mas, quem consegue afirmar que os serviços públicos funcionam bem, têm os recursos adequados e dão a resposta que os portugueses precisam?

Portugal não tem de estar condenado ao rótulo de país pobre e estagnado. Do Partido Socialista, do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista, os portugueses já conhecem a receita: distribuir a riqueza pelas suas clientelas, manter o status quo, e agarrar-se ao poder com a gestão dos ciclos políticos. Tudo isto sem uma visão de longo prazo. Rui Rio é o "corredor de fundo" e carrega a esperança de um país capaz de disputar uma maratona no pelotão da frente. Será, caso os portugueses o queiram, um grande primeiro-ministro.

*Eurodeputada do PSD

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