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Santiago, a Páscoa e o que muda nas nossas vidas

Santiago, a Páscoa e o que muda nas nossas vidas

Agora que caminhamos para o fim da Semana Santa, começo por vos desejar uma boa Páscoa, e que a possam viver junto das vossas famílias.

Este ano, optei por uma Páscoa diferente, em peregrinação a Santiago de Compostela, e que tem sido uma experiência fantástica espiritual e religiosa, que não posso deixar de recomendar a todos que a considerem fazer. Em tempos tão conturbados, o tempo e o espaço para a reflexão, para o silêncio e para nos encontrarmos connosco próprios são escassos, e esta é de facto uma experiência única!

Mas o Mundo e o nosso país enfrentam tempos complicados. A guerra na Ucrânia, sobre a qual vos tenho falado neste espaço, os complexos desafios climáticos ou o envelhecimento da Europa são tendências ou ameaças que alteram em muito as nossas vidas. Assim, torna-se ainda mais importante que as decisões nacionais que regem as nossas vidas sejam tomadas de forma acertada e com as motivações certas.

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O novo Orçamento do Estado para 2022 mostra que, salvo pequenas e raras exceções, não vamos viver melhor. O aumento dos preços a que temos assistido não será acompanhado pelo correspondente aumento dos salários, significando que os portugueses viverão pior. As compras do supermercado estão já muito mais caras e sobre os combustíveis talvez seja melhor nem falar. Perante isto, esperava-se do Governo que fosse capaz de tomar decisões que se traduzissem em aumentos salariais, que minimizassem a perda de compra dos portugueses e que incentivasse a criação de riqueza em Portugal. Infelizmente, o Governo socialista saído destas eleições não tem coragem para reformar o país, demasiado agarrado que está às suas clientelas, e vamos continuar a perder poder de compra e a ser ultrapassados por países do Leste. O novo Orçamento do Estado é um orçamento para um país sem ambição, e no qual aumenta a pobreza e desaparece a classe média. Precisávamos de um Governo que se inspirasse na Páscoa e nas suas mensagens fundamentais para colocar o interesse público e o futuro do país no centro das suas preocupações, que pensasse menos em si e mais nos portugueses.

Digo isto porque a Páscoa, na Fé cristã, é também sinónimo de renovação, um momento que nos impele a sermos melhores, que nos recorda a importância da entrega ao outro e de estarmos disponíveis para o outro.

De Santiago de Compostela, os meus votos de uma Feliz e Santa Páscoa para vós e as vossas famílias.

*Eurodeputada do PSD

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