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Opinião

Uma nova esperança

É tempo de restaurar a esperança! Quantas vezes, em conversas entre amigos ou familiares, acabamos por reconhecer, quase em tom lamurioso, que Portugal é um país com um enorme potencial?

Fazemos as nossas comparações com outros países europeus e concluímos que podíamos (ou devíamos) pertencer ao grupo dos mais desenvolvidos. Mas as escolhas políticas que os portugueses (nós) fomos fazendo ao longo do tempo levaram a que o potencial português viva limitado, agrilhoado e resignado. E esse facto estará, possivelmente, na base das baixas expectativas, dos curtos horizontes e do desencanto que encontro na minha geração. Há tempos, em conversa com um amigo sobre o futuro da filha recém-nascida, dizia-me: "Quero poder dar-lhe pelo menos aquilo que tive". Note-se que ele não me disse que vai poder dar-lhe mais, tentará cumprir com o possível.

Já ouvi quem defendesse que a minha geração é mais privilegiada do que a dos filhos do 25 de Abril. A verdade, e não me canso de escrever, é que desde o início do segundo milénio Portugal diverge de forma preocupante dos outros países europeus, acumulando duas décadas de estagnação, impostos e apatia. E sabemos que a tomada de decisão tem mais em vista o presente do que o futuro. Mas viver o presente sem a aspiração de um futuro mais próspero será comparável a uma travessia de um deserto no qual não se vê o fim.

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Olhando para a fotografia da juventude portuguesa, os números não enganam. Se três em quatro jovens recebem menos de 950 euros e um terço quer sair de Portugal, garantidamente, temos um problema! É este o nosso potencial? No espaço de uma década, os jovens portugueses enfrentam a segunda crise económica das suas vidas. Talvez seja caso para indagar, onde está a esperança? Onde está a ambição de construir um país em que a maioria dos jovens recebam ordenados competitivos na Europa?

Tenho sempre mais dúvidas do que certezas. A certeza que tenho é que há uma alternativa à visão socialista que tem governado Portugal. É uma alternativa reformista e moderna, que inspira e expira liberdade em todas as suas dimensões: económica, democrática e social. É o PSD!

*Eurodeputada do PSD

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