Com orgulho muito meu

A descoberta da pólvora

A descoberta da pólvora

Não o posso esconder do leitor. Os últimos tempos têm sido complicados, de cansaço extremo. Como se não me bastasse ter um bebé de sete meses, vivemos uma era em que já praticamente não há vieiristas. Ou seja, não tenho conseguido pregar olho à noite com o barulho intenso de tantas espinhas a dobrar.

Já não tenho dúvida alguma que o último acto eleitoral do meu clube foi uma fraude sem precedentes. Quer dizer, se afinal nunca ninguém votou em Vieira,...como é que ele venceu? Entretanto, outro fenómeno curioso está a suceder com todos esses eméritos praticantes do vira-casaquismo (lamentavelmente, ainda não reconhecido como modalidade olímpica, caso contrário seria ouro garantido para Portugal). Então comentam eles, ufanos, a alegria que é ter, enfim, um presidente que vibra e sofre durante os jogos, um líder benfiquista.

Penso que ficarão igualmente felizes quando os almoços que têm fora de casa deixarem de ser confecionados por aprendizes de trolha ou no dia em que não adquirirem um automóvel vendido por mórmons. Realmente, parecendo que não, ter um presidente do Benfica que por acaso é do Benfica, diz que até dá jeito. Agora já "só" falta ter um CFO encarnado, um treinador glorioso, um diretor comercial que se ajoelhe na fachada da Farmácia Franco, um presidente da Mesa da Assembleia Geral que represente os sócios e respeite os Estatutos do clube, um canal aberto a todas as correntes de opinião, enfim. Só falta o Pai Natal, que até é vermelho e branco e tudo, mostrar o cartão de sócio.

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Em cima

Yony González, um daqueles futebolistas que dá esperança ao adepto comum. Até eu podia ser jogador.

Em baixo

A ironia de ninguém passar cartão ao dito cujo do Adepto.

Adepto do Benfica

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