Opinião

Cheira a Sport Lisboa

Imagino o fastio, a angústia, o temor. O Porto a aguentar-se entre os achaques de Conceição, os juvenis "vendidos" por milhões, os amuos dos jogadores que queriam ter saído, e o enésimo banho táctico de Jurgen Klopp em passeio pelo Dragão.

O Sporting a acender velinhas, chumbado em assembleias, agarrado a trevos de quatro folhas e a espetar bonequinhos vudu simbólicos dos 3-repito-3 guarda-redes adversários seguidos-repito-seguidos (Estoril, Marítimo e Arouca) que ofereceram vitórias suadas, espremidas, mijadinhas aos leoninos. Do outro lado, o melhor ataque e a melhor defesa. Um João Mário grátis. Um plantel extirpado de alguns tumores (Tavares, sem dúvida Gabriel, quiçá Samaris?) a apresentar finalmente coesão e compromisso, mesmo quando tem períodos de jogo medíocres. Urgia fazer algo. Um Fábio Veríssimo na Luz, uma macumba ao luar, a enésima vitória do antijogo. Assim foi. 22 remates, 8 enquadrados, e mesmo assim nem uma lá dentro. Respiram melhor os rivais, ainda a olhar para cima, e venham agora daí esses épicos embates da Gestifute contra Luxemburgo e Qatar, a ver se recuperamos Pote e encontramos um terapeuta para o Sérgio. Tudo está bem quando intervala bem.

Mas aquele público a apoiar na mesma, aquelas quarenta e tal mil gargantas afinadas, aquele aplauso após o fim da invencibilidade, pode valer mais que um matador como Yaremchuk ou um Rafa em endiabrado ano de despedida rumo ao melhor contrato de sempre. A ver vamos. Há algo de podre no(s) reino(s) da(s) Dinamarca(s). E perfume novo na Luz. Cheira bem.

A subir

Campeões do mundo de futsal, onde é preciso ser extremamente tecnicista e ultrarrápido. O oposto de Gilberto.

A descer

Ganhar ao Barcelona e perder com o Portimonense. O hino do Benfica devia ser um fado, mas é.

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*Adepto do Benfica

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