Com orgulho muito meu

Impunidade de grupo

I - Talvez precisemos de 85%, quiçá mesmo 90% de portugueses vacinados, para enfim atingir a imunidade de grupo. Todavia, quanto à impunidade, o quórum é bem mais fácil de obter.

Há neste país um pequeno grupo que tudo pode. Esmurrar adversários, empurrar na área, simular faltas, gritar com os juízes, rebolar pelo relvado como quem acaba de pisar uma mina de cada vez que sentem alguém respirar-lhes junto à madeixa -, mergulhar na área, tirar dentes, partir bancos, deitar abaixo ostensivamente dois jogadores no mesmo lance e ver somente um amarelo, e ainda clamar injustiça no fim. Depauperados financeiramente, reduzidos a 3 ou 4 craques, e com pelo menos um deles a fazer figura de corpo presente porque não o deixaram assinar o contrato da sua vida, resta aos homens de Conceição aquilo que decidiram apelidar de "ADN". O pós-Pinto da Costa será penoso.

II - É verdade que ele é useiro e vezeiro, é mais certo que sem dúvida que ler "Tribunal d"O Jogo unânime!" é das raríssimas piadas em que nem preciso da punchline (basta a premissa para me fazer rir), mas desta vez Jorge Coroado - com a impunidade que sempre o caracterizou - deu-se ao luxo de escrever isto: "quando os protagonistas protegem os "walking red" (sic) nada se pode fazer". Encontro algum conforto na notícia de que, para cativar os jovens, prepara-se uma nova Enciclopédia com muitíssimo menos caracteres, e apoios visuais em barda. Presumo que na entrada relativa a "Nojo" surja somente uma foto tipo passe do ex-árbitro.

Em cima

O que o Estoril vem fazendo, de há pelo menos duas épocas para cá, é sinal de talento e perseverança.

Em baixo

Na dúvida beneficiava-se quem ataca. Agora chegamos ao cúmulo de anular golos por um centímetro. Antes ficarmos para sempre sem saber do que as "certezas absolutas" do VAR.

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Adepto do Benfica

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