Opinião

Mercado de inverno

84%. O número mágico. O da vitória do mais recente "presi". Por ironia, corresponde também à percentagem de vieirismo que permanece no meu clube do coração.

Pena que não emule também o número de milhões gastos no "reforço" do clube. Esse vai na casa dos 140. Sem que se veja um único futebolista do qual se possa dizer: valeu a pena.

Foi a semana dos abraços, cerca de uns 3: entre JJ e Rui Costa, entre este último e Pinto do mesmo apelido, entre Paulo Sousa e o grupo excursionista do Flamengo. O estado a que permitiram que o SLB chegasse é tal que, pela primeira vez na vida, perco duas vezes seguidas com o F. C. Porto e nem me dói por aí além. Não há ressaca no dia seguinte. Até me permito pensar que conseguimos ser medíocres mesmo perante uma defesa feita de Zaidu, Manafá, Mbemba e Fábio Cardoso - uma linha que poderia perfeitamente ser de digníssimos titulares do Moreirense.

Agora é fazer um refresh no Mercado de Inverno: Helton Leite cedido à Remax (é óptimo a dar casas), Meitè por 20 cromos da Panini e um Sumol, Lázaro em Liverpool (qualquer cadeia da McDonald"s), Pizzi na Roma via Rui Pedro Braz via Tiago Pinto via Jorge Mendes, Gil Dias de volta aos escalões de formação, Cebola em qualquer clube distraído que nunca tenha visto um jogo inteiro da Liga Portuguesa, Seferovic na equipa do Sindicato dos Jogadores, Radojnic no sítio para onde vão os sonhos quando morrem, etc. Ao menos poupa-se. Mais fica para a Liga dos Amigos de LFV.

Nélson Veríssimo. Ou assumir a equipa principal no dia em que perde a sua mãe. Sobre o jogo, muitos erros - mas que importa isso agora?

Um dia será testemunhado - da pior forma - o mal que o VAR fez ao futebol. Sobretudo à versão farsa do mesmo, que lamentavelmente é a que se "disputa" em Portugal. Há VAR e VAR, há ver e aldrabar.

Adepto do Benfica

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