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Opinião

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Espanta-me a comoção que por aí anda com o salário do novo assessor do Ministério das Finanças, Sérgio Figueiredo, que vai receber 5800 euros (mais IVA) para analisar políticas públicas do Governo (realmente, com tanta gente capaz no Estado, era preciso mais uma pessoa para saber se o que andam a fazer vale mesmo a pena). Tendo em conta que Figueiredo teve cargos de administração na EDP Produção e na Fundação EDP, ainda antes de seguir para a TVI, é natural que tenha tido bons ordenados. Só na fundação, em 2009, auferiu 152 mil euros, conforme escrito no relatório e contas. Posso presumir que os restantes salários não tenham sido diferentes. Assim percebe-se que a opinião pública está inquinada neste caso. Ao ver um homem já a caminho dos 60 anos sem que lhe fosse conhecida profissão, Medina, a quem Figueiredo tinha pagado para comentar na TVI, propôs-lhe uma assessoria para passar o tempo e ganhar uns trocos a recibos verdes, até conseguir algo mais estável. Fica esclarecido o ajuste direto, por ser um caso de solidariedade. Mais uma vez, a matriz social do PS a sobressair. Mais um possível desempregado de longa duração a conseguir dar a volta e a regressar à população ativa e empregada.

*Jornalista

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