O Jogo ao Vivo

Opinião

#horas

Uma das características que herdei dos meus pais é a obsessão de chegar a tempo aos compromissos.

Faz-me comichão fazer alguém esperar por mim, o que, sendo português, já me ofereceu a oportunidade de apanhar monumentais secas a olhar para o chão ou a esgotar a bateria do telemóvel. Normalmente nem me importo de esperar, sabendo que cumpri o dever de chegar uns minutos antes do tempo, mas até hoje, aos 35 anos, só o Conselho de Ministros me brindou com a ideia de me fazer sentir desadequado por viver no nosso país, onde as horas marcadas são meras sugestões. Como vem sendo hábito, na quinta-feira em que vos escrevo, já passaram quase duas horas da indicada pelo Governo e continuamos a olhar para um ecrã à espera que a ministra surja na conferência de imprensa, para nos dar a conhecer as novidades sobre a covid-19.

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