por outras palavras

Tão amigos que nós éramos

Tão amigos que nós éramos

Alguns dos melhores amigos da política externa sem princípios, só com "fins", vigente nas Necessidades, de Ben Ali e Mubarak a Kadhafi, têm estado em apuros. Mas que não contem com Luís Amado, designadamente o "amigo" Kadhafi.

Como aconteceu com a amizade da Internacional Socialista a Ali e a Mubarak, que só "descobriu" que eram ambos ditadores corruptos, expulsando-os por indecente e má figura, quando foram apeados, Luís Amado e o Governo português continuam à espera de perceber no que dá a sangrenta repressão em curso na Líbia para tomar partido.

Será bonito (mas não surpreendente) ver, acaso a revolução popular líbia ponha, como na Tunísia e Egipto, termo à ditadura de Kadhafi, Luís Amado descobrir que o "amigo" de Portugal e da J.P. Sá Couto era afinal um ditador sanguinário.

Para já, a Força Aérea líbia - a que ainda não desertou - e a artilharia da Guarda Revolucionária continuam a bombardear os bairros populares de Benghazi e Tripoli. Fazem-no tão silenciosamente, e as centenas de mortos nas ruas morrem tão discretamente, que o embaixador português Rui Lopes Aleixo ainda não deu conta de nada.

O embaixador Aleixo é um homem prudente. Ainda há pouco, um outro embaixador deu conta de que o homem de mão de Mubarak apoiado por Luís Amado para o cargo de director-geral da UNESCO era um anti-semita e um censor e foi mandado regressar a Lisboa por ter dificuldade em manter os olhos fechados.

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