Opinião

Tudo chora em Pyongyang

Tudo chora em Pyongyang

Deixando, como o PCP, de parte "fenómenos e práticas da realidade política coreana com as quais não se identifica[m]", também os passarinhos choram a morte do querido líder norte-coreano Kim Jong-il, cujas pompas fúnebres se realizam hoje e amanhã.

Informam o "Rodong Shinmun", jornal oficial da monarquia marxista-leninista Kim e o órgão do Partido do Trabalho da Coreia que, mal se soube do passamento do amado ditador, um grou voou três vezes à volta de uma estátua de Kim Jong-il e duas pombas bicaram a janela da dependência de uma fábrica de cimento onde os operários faziam compungidamente o luto pelo extinto, pondo-se depois "nos ramos de um pessegueiro a chorar durante meia hora". Noticia por sua vez a Rádio Pyongyang que uma ave branca não identificada (pode muito bem ter sido o Espírito Santo, de qualquer modo era algo "maior que uma pomba" e menor que um avião de reconhecimento americano) "limpou a neve que cobria os ombros de uma estátua do líder".

Mas igualmente o austero mundo mineral estará, segundo a agência oficial do regime, a KCNA, inconsolável. Assim, no momento em que Kim Jong-il soltava o último suspiro, o gelo de um lago de Monto Baekdu, sua terra natal, incapaz de suportar em silêncio o sofrimento, quebrou-se "com um rugido que fez tremer o céu e a terra".

Espera-se uma nota do PCP condenando a ingerência da Natureza nos assuntos internos da República Popular Democrática da Coreia.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG