Opinião

Agora, é a vez da Banca ajudar

Agora, é a vez da Banca ajudar

Não sabemos ainda qual será o impacto das medidas de emergência agora tomadas para reforçar o combate ao novo coronavírus.

A Matemática diz-nos que os casos de Covid-19 irão disparar e os números são incertos. Mesmo fechados em casa para nos protegermos, de forma voluntária ou exigida, sabemos, no entanto, que ainda há quem perca tempo a criticar o presidente da República, o primeiro-ministro, o Governo, os deputados. Faz parte, mesmo em estado de guerra. Mas há quem esteja em silêncio, a tentar passar despercebido.

Também sabemos que muitas empresas estão apreensivas, preocupadas, e outras que, mesmo antevendo grandes dificuldades, têm cumprido a sua função social. Das tecnológicas ao setor dos média, não faltam exemplos de solidariedade e de união com os portugueses.

Pena que a Banca, a mesma que uma geração já ajudou vezes sem conta, ainda esteja em relativa apatia, tendo acenado com uns descontos em comissões para aliviar custos a comerciantes e a particulares e eliminando algumas taxinhas. Pena que muito provavelmente seja obrigada por decreto a ajudar o país. Pena que tenha de ser o Governo, como deve acontecer hoje, a chamar a Banca para ajudar a manter a normalidade económica e social de Portugal.

Como disse Marcelo Rebelo de Sousa, todos temos de fazer a nossa parte. Não parece haver muitas dúvidas que tanto o primeiro-ministro como o presidente da República têm estado muito bem. Como esteve o líder da Oposição, Rui Rio, quando manifestou o apoio dos sociais-democratas ao Governo neste combate, desejando "coragem, nervos de aço e muita sorte" a António Costa. Como esteve bem a generalidade dos partidos políticos, com uma ou outra exceção de quem pense que ainda estamos em tempo de cobranças, de tricas e de jogos de interesses.

Todos têm estado bem, menos aqueles a que já nos acostumamos...

Diretor-adjunto

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