Opinião

O primeio dia do calendário

O primeio dia do calendário

É curioso, e só isso, constatar que na numerologia o quatro representa segurança e estabilidade, ordem e organização.

A reabertura faseada do país a partir de segunda-feira, dia 4, tem um antes e um depois. O arranque da atividade económica só é possível porque a estratégia das autoridades de saúde esteve certa e a gestão política da crise provocada pela pandemia foi eficaz. E só assim seria possível chegar ao momento em que voltamos a dar os primeiros passos, mesmo que com algum amparo para nos sentirmos mais estáveis. É normal que haja quem esteja mais resistente a este "abrir portas" e quem esteja menos. Cada um com os seus argumentos, todos eles válidos e compreensíveis. Como sabemos, não há uma resposta certa, há uma resposta possível.

Por isso, este meio-termo de voltar aos bocadinhos à vida exigirá determinação, disciplina e muita responsabilidade. Não só ao Governo, mas a cada um de nós. Trabalhadores, empresários, gestores terão obrigatoriamente de caminhar lado a lado para que cada passo seja mais firme e rápido para finalmente chegarmos ao momento em que podemos dizer com segurança que ficou quase tudo bem.

Não é necessário que todos estejam alinhados no geral. O que é preciso é que todos estejam unidos no mesmo desígnio.

O calendário anunciado pelo primeiro-ministro para a reabertura económica e social não será porventura perfeito. A complexidade do momento não o permite. Contudo, dá tempo a que todos se possam ajustar a esta nova realidade.

Resta dar confiança, segurança e garantir que os apoios chegam a tempo e horas aos cidadãos e às empresas para que o Governo possa não só continuar a ser elogiado além-fronteiras, mas sobretudo consiga cumprir o desejo de todos: voltar à vida e que o número quatro não seja apenas uma coincidência engraçada.

Diretor-adjunto

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