Opinião

A ralação de Lisboa

As minhas primeiras palavras têm de ser obrigatoriamente para o copydesk e o editor da Opinião do nosso JN. Caros amigos, não há gralha no título. Reparem que não estou a falar no título que ontem pode ter ficado mais longe de Lisboa. Estou mesmo a falar do título desta crónica.

Para que saibam que é mesmo ralação e não Relação que eu quis escrever. Claro que podem estar a pensar com toda a propriedade que a questão do outro título, o tal que pelo menos até hoje fugiu de Lisboa, também é uma ralação para muita gente dessa bela localidade. Mas na verdade não era sobre isso que eu gostava de escrever hoje. É mesmo sobre a ralação que para aí vai no mundo da justiça por causa do que se vai sabendo sobre o Tribunal da Relação de Lisboa. Dizem-me uns amigos que toda esta ralação a propósito da Relação de Lisboa tem a ver com um juiz que não sabendo eu se é de Lisboa, sabemos todos que é do Benfica. Lá estou eu a baralhar as coisas. Mas a culpa não será minha, será deles, dos de Lisboa, dos juízes do Tribunal e dos benfiquistas das relações deles que aparecem por lá relacionados. Claro que o clube não terá culpa nenhuma como se calhar, e quero acreditar muito nisso, também os outros juízes todos a começar por muitos que são de Lisboa e se calhar até do Benfica também não hão de ter culpa alguma no cartório.

Ora aqui temos mais uma séria ralação. Até porque eu quero crer que até na Relação que aqui está relacionada deve haver muita gente que ficou ralada com todos estes relacionamentos. Já agora, como todos temos direito à nossa ralação vou confessar-vos a minha. Não estando eu ralado com o facto de o tal título que não é o desta crónica estar em fuga de Lisboa, já me sinto totalmente ralado com esta crise relacionada com a Relação de Lisboa. No dia em que o povo português tiver razões de sobra para se ralar com a justiça em Portugal, não sei o que vai sobrar para ajudar a manter de pé o nosso querido país.

Para o comum dos mortais portugueses a justiça é um todo que abrange todos os seus agentes, dos magistrados do Ministério Público aos procuradores e investigadores, advogados e peritos, mas é nos juízes, a começar pelos tribunais das mais altas instâncias, que reside a maior parte do foco. Se existem dúvidas sobre os comportamentos imparciais de pelo menos dois presidentes do Tribunal da Relação de Lisboa é todo o sistema que fica vulnerável aos olhos dos portugueses.

Sei que é mais fácil escrever do que fazer, mas o apelo que aqui gostava de deixar é que muito mais do que o afastamento das funções que já aconteceu, possamos saber em tempo recorde se há culpados, de quê e o que é que lhes vai acontecer.

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