Opinião

Duas vitelas a ver o Paiva

Duas vitelas a ver o Paiva

Como acho que nem a pandemia pode afetar (nem infetar...) a silly season, declaro-a agora oficialmente aberta. Como agora tudo tem a ver com indícios e só se fala de indícios por tudo e por nada, não quero destoar, pelo que revelo aqui também que os indícios da silly season são os inquéritos de verão.

Que começaram mais tarde do que é habitual, mas já começaram.

A crónica de hoje é inspirada na minha querida indústria têxtil e assenta arraiais em Cinfães. O leitor mais distraído pode desde já perguntar com toda a razão: o que é que Cinfães tem a ver com a indústria têxtil e do vestuário? Como meu cliente, o meu estimado leitor tem sempre razão! Mas permita-me, por favor, uma explicação.

Antes de assentar arraiais no restaurante "A Carvalha", pode ser verdade que nunca tinha estado em Cinfães. Mas posso desde já garantir que é seguro que voltarei a calcorrear caminhos de Cinfães, nem que seja só por causa deste "A Carvalha".

Aviso já que, a partir do Porto, chegar lá não é canja. Devo dizer que tudo ficou mais fácil porque o meu cicerone foi o meu amigo Paulo Teixeira, ex-presidente da Câmara de Castelo de Paiva, para não falar da ajuda do meu cunhado António, que tem fundas raízes nesse território, como agora se diz.

Mas se o ponto de partida for de alguma boa empresa têxtil ou de alguma confeção de Penafiel ou do Marco de Canaveses (e eu conheço tantas!), a tarefa fica muito simplificada. Como já devem ter percebido, é esta a explicação que esperavam e eu prometi dar. Se é verdade que Cinfães não é um concelho têxtil, ir ao "A Carvalha" é um bom conselho que eu posso dar às empresas têxteis, especialmente às que medram nos concelhos limítrofes.

Acabada esta espécie de justificação GPS, tenho mais três dicas imperdíveis. Para quem se aventurar a seguir o meu estímulo para ir ao "A Carvalha" de Cinfães, para além da vista inolvidável sobre o rio Paiva, também está "proibido" de perder o arroz de aba de vitela, a vitela assada com arroz de forno e o pão de ló caseiro feito pelo irmão da Amelinha.

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Em relação ao arroz, é simples concluir que foi o melhor que comi até hoje... porque na verdade nunca tinha experimentado um arroz de aba de vitela. Mas a vitela estava igualmente poderosa e a fazer-me lembrar outras paragens em que só o cotejo com o arroz de forno pede meças.

O pão de ló vale por ser de lá, mas pode ser comparado com outros do mesmo estilo, molhados como eu gosto e pequenos como se pretende para a função prevista.

A conta é outra boa surpresa, e quando eu não me canso de repetir que não gosto de surpresas, claro que não é destas que estou falar.

*Empresário

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